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Brasil ocupa 17º lugar entre os países mais preparados a usar IOT na indústria

O Brasil precisa se esforçar para aproveitar as oportunidade econômicas que a aplicação industrial da internet das coisas (IoT na sigla em inglês) vai proporcionar. Esta é a avaliação de um estudo da Accenture, divulgado hoje (21), sobre o potencial da IoT de aumentar o PIB de 20 países.

Segundo relatório, o Brasil ficou na 17ª posição de ranking que afere o incentivo ao desenvolvimento da tecnologia, à frente de Itália, Índia e Rússia. Entre os motivos que atrasam o desenvolvimento brasileiro estão a falta de infraestrutura apropriada, habilidades da força de trabalho, e instituições que incentivem o desenvolvimento tecnológico. O primeiro colocado são os Estados Unidos.

Na média, o PIB dos países em desenvolvimento pode crescer de 0,2% a 0,5% com investimentos em IoT. Entre estes países, a China será o maior beneficiado, podendo ganhar US$ 1,8 trilhão com internet das coisas na indústria. Nos países desenvolvidos, o incremento do PIB pode ficar entre 1% e 1,5%.

A Accenture estima que a IoT deverá acrescentar US$ 14,2 trilhões ao PIB mundial em 2030. Quem mais vai ganhar com o incremento serão as economias “maduras”. Nos Estados Unidos, o IoT movimentará US$ 7,1 trilhões. Na Alemanha, US$ 700 bilhões. No Reino Unido, US$ 531 bilhões. Somente nos Estados Unidos, a IoT tem potencial para elevar o PIB 2,3%.

Nas empresas
O estudo afirma, porém, que os ganhos que a IoT pode trazer correm risco de não se realizar. A empresa diz ter ouvido 1,4 mil líderes de empresas, 736 CEOs. Destes, 73% afirmaram que suas empresas ainda não possuem qualquer plano de implementação de IoT. Apenas 7% já definiram um cronograma para embarcar na tecnologia.

Identifica também que 53% dos executivos acreditam que a IoT poderá gerar novas fontes de receita, mas apenas 13% acreditam que sua empresa se beneficiará oferecendo produtos baseados na tecnologia. A prioridade dos diretores e presidentes parece ser aumentar os ganhos com produtividade e redução de custos operacionais (46% e 44%, respectivamente).